Como vai as suas finanças?

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), revelou que no mês de dezembro de 2018, 59,8% das famílias brasileiras, encerraram o ano com dívidas. A mesma pesquisa, apontou, também, que o principal vilão do desequilíbrio financeiro é o mal-uso do cartão de crédito, que representa 78,1% das famílias endividadas.

Um dos fatores que favorecem o alto índice de endividamento é a pressão diária para que se consumir. Vivemos numa sociedade marcada por valores estéticos que apelam aos sentidos e instigam o indivíduo a ter o que não precisa, e, o que não pode adquirir, como fator fundante do ser. Embalados nesta busca, o consumo é desenfreado e desproporcional as necessidades da pessoa e sua família.

Obviamente, outros fatores, também, devem ser elencados, tais como: o desemprego, as altas despesas médicas e hospitalares, furto de veículos, perda salarial e etc. Seja qual for o motivo, o fato, é que, viver essa experiência, é extremamente amargosa. A família sofre. Os pais sofrem. Os filhos sofrem. O custo é muito alto. Quantas famílias já foram desfeitas por causa das dívidas que sufocaram e sepultaram a relação conjugal e familiar.

Seguramente, posso dizer, que não é propósito de Deus que seus filhos vivam endividados. A graça comum é uma das bases elementares para que vivamos uma vida equilibrada e tranquila. O desejo de Deus é que todos possam prosperar como resultado de seu trabalho digno, justo e ordeiro.

Portanto, Deus nos dá, em sua Palavra, os princípios para que administremos sabiamente as nossas finanças pessoais. Um destes princípios encontra-se em Gênesis 41.28-37, quando Deus orientou José, a poupar a quinta parte de tudo que o Egito produzisse no tempo das vacas gordas. Assim, no período das vacas magras, o Egito teria o suficiente para enfrentar e sobreviver o longo período de pobreza que estava por vir.

A aplicação deste princípio à cultura de consumo revela-nos um grave erro na forma como lidamos com o nosso dinheiro. Consideramos que o dinheiro foi feito para gastar. Assim, gastasse o que não pode, o que não precisa e o que não se tem. As consequências são terríveis. Você sofre, sua família sofre e seu desempenho no trabalho é afetado. O endividamento é certeiro.

No entanto, quando damos ouvido a instrução de Deus a José, aprendemos que o dinheiro foi feito para poupar. Assim, usasse o dinheiro com responsabilidade. Eu realmente preciso ter o bem de consumo que desejo? Estou sendo fiel a Deus no dízimo? Já possuo uma poupança que me permita passar por período de escassez? Qual é a minha motivação em gastar?

Quando ignoro os princípios de Deus, tendo a ser falho e a desprezar o dízimo e a poupança. Mas, quando reconheço os princípios de Deus para gestão financeira, aprenderei a entregar fielmente o meu dízimo, me esforçarei para poupar segundo os extras, e, gastarei responsavelmente, conforme a minha renda e necessidades reais.

Que Deus te abençoe e você possa viver a liberdade  e prosperidade financeira que agrada a Deus. Que através do seu suor e trabalho digno, Deus seja glorificado na forma como você ganha e emprega o seu dinheiro. Que você e sua família possa viver sem dívidas e em paz. Que Deus te abençoe e sucessão na gestão das suas finanças pessoas!

Juntos Somos Mais, Pr. Rodrigo Odney